Introdução
A presente página reúne as principais linhagens de sucessão episcopal recebidas pela Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal, sendo a principal a linhagem da Igreja Vétero-Católica Polaca que é também a origem da nossa jurisdição. Damos destaque ainda a três outras linhas importantes: Vilatte/Síriaca, Mathew/Vétero-Católica e Duarte Costa/Romana.
Nota sobre a sucessão antiga: Nos primeiros séculos, a sucessão apostólica era registada sobretudo como sucessão dos bispos de uma determinada Sé apostólica. Assim, as listas tradicionais de Roma e Antioquia representam a continuidade histórica dessas Igrejas desde São Pedro e não, em todos os casos, uma cadeia documental em que seja possível demonstrar que cada bispo consagrou pessoalmente o seguinte. Em épocas posteriores, com registos mais completos, torna-se possível identificar também os consagradores e coconsagradores. As listagens abaixo reúnem ambos os tipos de registo.
Linhagem Vétero-Católica Polaca - Ramo Brasileiro
Linhagem Vétero-Católica Polaca - Ramo Brasileiro
Esta linhagem constitui um ramo da sucessão episcopal de Utrecht transmitido à Polish National Catholic Church (PNCC) através de Dom Francis Hodur e depois levado ao Brasil pelos seguidores de Dom Władysław Faron fundador da Igreja Vétero-Católica Polaca.
- São Pedro, o Apóstolo (Roma), c. 42 d.C.
- São Lino, 68 d.C.
- Santo Anacleto (Cleto), 80 d.C.
- São Clemente, 92 d.C.
(...) Sucessão histórica de Roma até Rebiba (5-224)
Santo Evaristo, 96 ou 99 d.C.
Santo Alexandre I, 108 ou 109 d.C.
São Sisto I, 117 ou 119 d.C.
São Telésforo, 127 ou 128 d.C.
Santo Higino, 138 d.C.
São Pio I, 142 ou 146 d.C.
Santo Aniceto, 150 ou 157 d.C.
São Sotero, 162 ou 168 d.C.
Santo Eleutério, 171 ou 177 d.C.
São Vítor I, 186 ou 189 d.C.
São Zeferino, 198 d.C.
São Calisto I, 218 d.C.
Santo Urbano I, 222 d.C.
São Ponciano, 230 d.C.
Santo Antero, 235 d.C.
São Fabiano, 236 d.C.
São Cornélio, 251 d.C.
São Lúcio I, 253 d.C.
Santo Estêvão I, 254 d.C.
São Sisto II, 257 d.C.
São Dionísio, 259 d.C.
São Félix I, 269 d.C.
Santo Eutiquiano, 275 d.C.
São Caio, 283 d.C.
São Marcelino, 296 d.C.
São Marcelo I, 306 d.C.
Santo Eusébio, 309 d.C.
São Melquíades (Milcíades), 311 d.C.
São Silvestre I, 314 d.C.
São Marcos, 336 d.C.
São Júlio I, 337 d.C.
Libério, 352 d.C.
São Dâmaso I, 366 d.C.
São Sirício, 384 d.C.
Santo Anastácio I, 399 d.C.
Santo Inocêncio I, 401 d.C.
São Zósimo, 417 d.C.
São Bonifácio I, 418 d.C.
São Celestino I, 422 d.C.
São Sisto III, 432 d.C.
São Leão I, 440 d.C.
Santo Hilário, 461 d.C.
São Simplício, 468 d.C.
São Félix III, 483 d.C.
São Gelásio I, 492 d.C.
Anastácio II, 496 d.C.
São Símaco, 498 d.C.
São Hormisdas, 514 d.C.
São João I, 523 d.C.
São Félix IV, 526 d.C.
Bonifácio II, 530 d.C.
João II, 533 d.C.
Santo Agapito I, 535 d.C.
São Silvério, 536 d.C.
Vigílio, 537 d.C.
Pelágio I, 556 d.C.
João III, 561 d.C.
Bento I, 575 d.C.
Pelágio II, 579 d.C.
São Gregório I, 590 d.C.
Sabiniano, 604 d.C.
Bonifácio III, 607 d.C.
São Bonifácio IV, 608 d.C.
São Deusdedit (Adeodato I), 615 d.C.
Bonifácio V, 619 d.C.
Honório I, 625 d.C.
Severino, 638/640 d.C.
João IV, 640 d.C.
Teodoro I, 642 d.C.
São Martinho I, 649 d.C.
Santo Eugénio I, 654 d.C.
São Vitaliano, 657 d.C.
Adeodato II, 672 d.C.
Dono, 676 d.C.
Santo Agatão, 678 d.C.
São Leão II, 681/682 d.C.
São Bento II, 684 d.C.
João V, 685 d.C.
Conão, 686 d.C.
São Sérgio I, 687 d.C.
João VI, 701 d.C.
João VII, 705 d.C.
Sisínio, 708 d.C.
Constantino, 708 d.C.
São Gregório II, 715 d.C.
São Gregório III, 731 d.C.
São Zacarias, 741 d.C.
Estêvão II (III), 752 d.C.
São Paulo I, 757 d.C.
Estêvão III (IV), 768 d.C.
Adriano I, 772 d.C.
São Leão III, 795 d.C.
Estêvão IV (V), 816 d.C.
São Pascoal I, 817 d.C.
Eugénio II, 824 d.C.
Valentim, 827 d.C.
Gregório IV, 827/828 d.C.
Sérgio II, 844 d.C.
São Leão IV, 847 d.C.
Bento III, 855 d.C.
São Nicolau I, 858 d.C.
Adriano II, 867 d.C.
João VIII, 872 d.C.
Marinho I, 882 d.C.
Santo Adriano III, 884 d.C.
Estêvão V (VI), 885 d.C.
Formoso, 891 d.C.
Bonifácio VI, 896 d.C.
Estêvão VI (VII), 896 d.C.
Romano, 897 d.C.
Teodoro II, 897 d.C.
João IX, 897/898 d.C.
Bento IV, 900 d.C.
Leão V, 903 d.C.
Sérgio III, 904 d.C.
Anastácio III, 911 d.C.
Landão, 913 d.C.
João X, 914 d.C.
Leão VI, 928 d.C.
Estêvão VII (VIII), 929 d.C.
João XI, 931 d.C.
Leão VII, 936 d.C.
Estêvão VIII (IX), 939 d.C.
Marinho II, 942 d.C.
Agapito II, 946 d.C.
João XII, 955 d.C.
Leão VIII, 963 d.C.
Bento V, 964 d.C.
João XIII, 965 d.C.
Bento VI, 972/973 d.C.
Bento VII, 974 d.C.
João XIV, 983 d.C.
João XV, 985 d.C.
Gregório V, 996 d.C.
Silvestre II, 999 d.C.
João XVII, 1003 d.C.
João XVIII, 1003 d.C.
Sérgio IV, 1009 d.C.
Bento VIII, 1012 d.C.
João XIX, 1024 d.C.
Bento IX, 1032 d.C.
Silvestre III, 1045 d.C.
Bento IX (segunda vez), 1045 d.C.
Gregório VI, 1045 d.C.
Clemente II, 1046 d.C.
Bento IX (terceira vez), 1047 d.C.
Dâmaso II, 1048 d.C.
São Leão IX, 1049 d.C.
Vítor II, 1055 d.C.
Estêvão IX (X), 1057 d.C.
Nicolau II, 1058/1059 d.C.
Alexandre II, 1061 d.C.
São Gregório VII, 1073 d.C.
Beato Vítor III, 1086/1087 d.C.
Beato Urbano II, 1088 d.C.
Pascoal II, 1099 d.C.
Gelásio II, 1118 d.C.
Calisto II, 1119 d.C.
Honório II, 1124 d.C.
Inocêncio II, 1130 d.C.
Celestino II, 1143 d.C.
Lúcio II, 1144 d.C.
Beato Eugénio III, 1145 d.C.
Anastácio IV, 1153 d.C.
Adriano IV, 1154 d.C.
Alexandre III, 1159 d.C.
Lúcio III, 1181 d.C.
Urbano III, 1185 d.C.
Gregório VIII, 1187 d.C.
Clemente III, 1187 d.C.
Celestino III, 1191 d.C.
Inocêncio III, 1198 d.C.
Honório III, 1216 d.C.
Gregório IX, 1227 d.C.
Celestino IV, 1241 d.C.
Inocêncio IV, 1243 d.C.
Alexandre IV, 1254 d.C.
Urbano IV, 1261 d.C.
Clemente IV, 1265 d.C.
Beato Gregório X, 1271 d.C.
Beato Inocêncio V, 1276 d.C.
Adriano V, 1276 d.C.
João XXI, 1276 d.C.
Nicolau III, 1277 d.C.
Martinho IV, 1281 d.C.
Honório IV, 1285 d.C.
Nicolau IV, 1288 d.C.
São Celestino V, 1294 d.C.
Bonifácio VIII, 1294 d.C.
Beato Bento XI, 1303 d.C.
Clemente V, 1305 d.C.
João XXII, 1316 d.C.
Bento XII, 1334 d.C.
Clemente VI, 1342 d.C.
Inocêncio VI, 1352 d.C.
Beato Urbano V, 1362 d.C.
Gregório XI, 1370 d.C.
Urbano VI, 1378 d.C.
Bonifácio IX, 1389 d.C.
Inocêncio VII, 1404 d.C.
Gregório XII, 1406 d.C.
Martinho V, 1417 d.C.
Eugénio IV, 1431 d.C.
Nicolau V, 1447 d.C.
Calisto III, 1455 d.C.
Pio II, 1458 d.C.
Paulo II, 1464 d.C.
Sisto IV, 1471 d.C.
Inocêncio VIII, 1484 d.C.
Alexandre VI, 1492 d.C.
Pio III, 1503 d.C.
Júlio II, 1503 d.C.
Leão X, 1513 d.C.
Adriano VI, 1522 d.C.
Clemente VII, 1523 d.C.
Paulo III, 1534 d.C.
Júlio III, 1550 d.C.
Marcelo II, 1555 d.C.
Paulo IV (Gian Pietro Carafa), 1555 d.C.
Scipione Rebiba, 1541 d.C. (A tradição genealógica atribui a sua consagração episcopal a Gian Pietro Carafa, futuro Papa Paulo IV; contudo, não é conhecida documentação contemporânea que permita identificar com certeza o consagrante de Rebiba. Mas a validade sacramental da sua ordenação episcopal é historicamente e juridicamente inquestionável.)
A cadeia episcopal seguinte é conhecida documentalmente a partir de Scipione Rebiba.
Giulio Antonio Santorio, 1566 d.C.
Girolamo Bernerio, O.P., 1586 d.C.
Galeazzo Sanvitale, 1604 d.C.
Ludovico Ludovisi, 1621 d.C.
Luigi Caetani, 1622 d.C.
Giovanni-Battista Scanaroli, 1630 d.C.
Cardinal Antonio Barberini, 1655 d.C.
Charles le Tellier, 1668 d.C.
Jaques-Benigne Boussuet, 1670 d.C.
Jaques Goyon de Matignon, 1673 d.C.
Linha Vétero-Católica (Utrecht)
- Dominique Marie Varlet, 1719 d.C.
- Peter Meindaerts, 1739 d.C.
- Johannes van Stiphout, 1745 d.C.
- Gualterus Michael van Nieuwenhuizen, 1768 d.C.
- Adrianus Johannes Broekman, 1778 d.C.
- Johannes Jacobus van Rhijn, 1797 d.C.
- Gilbertus Cornelius de Jong, 1805 d.C.
- Willibrordus van Os, 1814 d.C.
- Johannes Bon, 1819 d.C.
- Johannes van Santen, 1825 d.C.
- Hermanus Heykamp, 1853 d.C.
- Gaspardus Johannes Rinkel, 1873 d.C.
- Gerardus Gul, 1892 d.C.
Linha PNCC
- Bispo Franciszek (Francis) Hodur, 1907 d.C.
Consagrado Bispo em 29 de setembro de 1907, em Utrecht, pelo Arcebispo
Gerardus Gul, assistido pelos Bispos Johannes Jacobus van Thiel, de Haarlem,
e Nicholas B. P. Spit, de Deventer, para a Polish National Catholic Church (PNCC).
A consagração de Francis Hodur constitui a transmissão formal da sucessão episcopal da Igreja Vétero-Católica de Utrecht para a Igreja Católica Nacional Polaca.
Linha Vétero-Católica Polaca
- Bispo Władysław Marcin Faron, 1930 d.C.
Consagrado Bispo em 30 de janeiro de 1930 para a Diocese Polaca da PNCC, tendo como consagrante principal Francis Hodur, assistido por outros Bispos da Polish National Catholic Church.
- Bispo Jan Piotr Perkowski, 1934 d.C.
Consagrado Bispo por Władysław Faron em 3 de maio de 1934.
Posteriormente desenvolveu atividade episcopal no Brasil, onde fontes históricas documentam a existência de uma Igreja Vétero-Católica ligada ao movimento vétero-católico polaco estabelecido no país durante a década de 1930.
Perkowski permaneceu no Brasil e encontra-se historicamente identificado como Bispo Vétero-Católico em exercício no país.
Linha Vétero-Católica Brasileira
- Dom Hélio Del Bivar (Hélio de Azevedo), 1962 d.C.
Consagrado por Dom Jan Piotr Perkowski, tendo Dom Lírio do Prado Fontes como co-consagrante, posteriormente Arcebispo da Igreja Vétero-Católica do Brasil.
- Dom Rafael Linueza Perez, 1977 d.C.
Consagrado por Dom Hélio Del Bivar em 1977, sendo co-consagrantes, Dom Wanderley Gonçalves de Almeida e Dom Paolo Reale. Posteriormente Arcebispo da Igreja Vétero-Católica do Brasil.
- Dom José Carlos Teodoro, 1987 d.C.
Consagrado por Dom Rafael Linueza Perez.
- Dom Paulo Pereira, 1997 d.C.
Sagrado por Dom José Carlos Teodoro e posteriormente Arcebispo Primaz dos Vétero-Católicos do Brasil.
Dom Paulo Pereira encontra-se independentemente documentado, no final da década de 1990 e início da década de 2000, exercendo publicamente funções episcopais e realizando consagrações de outros Bispos no Brasil.
Outras linhagens no Brasil
- Dom Aparecido Pereira, 2003 d.C.
Sagrado Bispo por Dom Paulo Pereira, recebendo através deste as diversas linhas episcopais reunidas no episcopado de Dom Paulo Pereira.
- Dom Rogério Ribeiro Campos, 2005 d.C. Sagrado por Arcebispo Michael (J. Paul A. Boucher) da Igreja Católica Carismática no 26 de junho de 2005, tendo Dom José Carlos Teodoro e Dom Aparecido Pereira como coconsagrantes.
Detalhes sobre consagração de Dom Rogério Ribeiro Campos
Posteriormente nomeado Bispo Ordinário da Província Anglicana Tradicional do Brasil, Diocese do Centro-Oeste, em 15 de outubro de 2007. Mais tarde eleito e nomeado como Bispo-Presidente da Comunhão Anglicana Independente Mundial para o periodo 2 de Junho de 2008 até 6 de Dezembro de 2009, e foi também recebido e nomeado Bispo-prelado pela Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB) e Comunhão Anglicana Independente (The Anglican Independent Communion Worldwide – AICW) em 07 de Dezembro de 2009.
A Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB) entende-se como jurisdição canónica inserida no movimento anglicano continuante e na lógica de St. Louis, que não reivindica a criação de uma nova jurisdição por estado de necessidade, mas a continuidade e reorganização da jurisdição eclesial preexistente quando as anteriores estruturas de governo são consideradas incapazes de conservar a fé e a ordem apostólicas. A continuidade jurisdicional reivindicada por esta tradição é explicada mais detalhadamente na nossa análise sobre o movimento de St. Louis e a restauração da jurisdição ordinária. Nesse enquadramento, a receção de Dom Rogério Ribeiro Campos como Bispo-Prelado constitui o reconhecimento institucional da validade do seu episcopado e da regularidade canónica do seu exercício nessa jurisdição.
Importa recordar que o Anglicanismo procede historicamente de uma hierarquia episcopal cuja canonicidade anterior à Reforma é indisputada; a separação de Roma tornou controversa a continuidade dessa autoridade, devendo distinguir-se essa questão da controvérsia específica sobre a validade das Ordens anglicanas. Significativamente, em 1922 o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla reconheceu as Ordens anglicanas como possuindo a mesma validade das Ordens romanas, vétero-católicas e arménias, reconhecendo assim a realidade do seu episcopado e a eficácia das ordenações realizadas dentro da sua própria estrutura eclesial, embora sem integrar a Comunhão Anglicana na ordem canónica ortodoxa. Em 2008, a IATB apresentava-se já como uma estrutura eclesial organizada, com autoridade episcopal, dioceses e relações intereclesiais próprias.
Linhagem Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal
- Dom José Barboza da Silva, sagrado bispo em 27 de janeiro de 2008, em Curitiba, por Dom Rui Costa Barbosa, tendo Dom Rogério Ribeiro Campos e Dom Ricardo Souza como co-sagrantes; posteriormente Bispo Auxiliar da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal.
Detalhes sobre a consagração de Dom José Barboza da Silva
A sagração de Dom José Barboza ocorreu no âmbito da Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB), inserida no movimento das jurisdições anglicanas continuantes surgidas para preservar a fé, a disciplina e a ordem sacramental tradicionais perante alterações consideradas incompatíveis com a tradição recebida, aplicando-se assim a mesma lógica de continuidade eclesial formulada no Congresso de St. Louis. Importa recordar que o Anglicanismo procede historicamente de uma hierarquia episcopal cuja canonicidade anterior à Reforma é indisputada; a separação de Roma tornou controversa a continuidade dessa autoridade, devendo distinguir-se essa questão da controvérsia específica sobre a validade das Ordens anglicanas. Significativamente, em 1922 o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla reconheceu as Ordens anglicanas como possuindo a mesma validade das Ordens romanas, vétero-católicas e arménias, reconhecendo assim a realidade do seu episcopado e a eficácia das ordenações realizadas dentro da sua própria estrutura eclesial, embora sem integrar a Comunhão Anglicana na ordem canónica ortodoxa. Em 2008, a IATB apresentava-se já como uma estrutura eclesial organizada, com autoridade episcopal, dioceses e relações intereclesiais próprias. Na sagração de Dom José participou ainda, como co-consagrador in absentia, Dom Barry Burrus, bispo da Catholic Anglican Church, jurisdição que deriva canonicamente da Anglican Catholic Church constituída a partir de St. Louis. Consideramos legítima essa continuidade porque a ACC nasceu de uma comunidade eclesial organizada que, perante uma situação considerada de grave necessidade, se colocou sob a jurisdição do Bispo Albert Chambers, o qual, nas consagrações de Denver de 1978, transmitiu o episcopado e devolveu essa jurisdição aos novos bispos, com participação e assentimento de outros hierarcas, fundamento exposto na história oficial da ACC e no estudo canónico de Sarah Wagner-Wassen. Assim, embora Dom Barry Burrus não tenha transmitido sacramentalmente a Ordem por estar ausente, o seu assentimento acrescenta uma garantia jurisdicional independente; por isso, segundo estes pressupostos, consideramos a sagração de Dom José Barboza não apenas sacramentalmente válida, mas também canonicamente válida.
Dom Carlos Fonseca, sagrado bispo a 24 de abril de 2023, na Capela das Almas em Lourosa, por Dom José Barboza da Silva; e posteriormente nomeado Arcebispo Primaz da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal por Dom Paulus Nunes, Patriarca da Igreja Vétero Católica Fidelitas e de Jerusalém no Brasil e no Exterior.
Dom Armando Vilela, sagrado bispo a 12 de agosto de 2023 d.C., na Capela das Almas em Lourosa, por Dom Carlos Fonseca e tendo Dom José Barboza da Silva como coconsagrador, sendo posteriormente nomeado Bispo Auxiliar e Chanceler da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal
Linhagem Romana / Carlos Duarte Costa
Linhagem Romana / Duarte Costa
- São Pedro, o Apóstolo (Roma), c. 42 d.C.
- São Lino, 68 d.C.
- Santo Anacleto (Cleto), 80 d.C.
- São Clemente, 92 d.C.
(...) Sucessão histórica de Roma até Rebiba (5-224)
Santo Evaristo, 96 ou 99 d.C.
Santo Alexandre I, 108 ou 109 d.C.
São Sisto I, 117 ou 119 d.C.
São Telésforo, 127 ou 128 d.C.
Santo Higino, 138 d.C.
São Pio I, 142 ou 146 d.C.
Santo Aniceto, 150 ou 157 d.C.
São Sotero, 162 ou 168 d.C.
Santo Eleutério, 171 ou 177 d.C.
São Vítor I, 186 ou 189 d.C.
São Zeferino, 198 d.C.
São Calisto I, 218 d.C.
Santo Urbano I, 222 d.C.
São Ponciano, 230 d.C.
Santo Antero, 235 d.C.
São Fabiano, 236 d.C.
São Cornélio, 251 d.C.
São Lúcio I, 253 d.C.
Santo Estêvão I, 254 d.C.
São Sisto II, 257 d.C.
São Dionísio, 259 d.C.
São Félix I, 269 d.C.
Santo Eutiquiano, 275 d.C.
São Caio, 283 d.C.
São Marcelino, 296 d.C.
São Marcelo I, 306 d.C.
Santo Eusébio, 309 d.C.
São Melquíades (Milcíades), 311 d.C.
São Silvestre I, 314 d.C.
São Marcos, 336 d.C.
São Júlio I, 337 d.C.
Libério, 352 d.C.
São Dâmaso I, 366 d.C.
São Sirício, 384 d.C.
Santo Anastácio I, 399 d.C.
Santo Inocêncio I, 401 d.C.
São Zósimo, 417 d.C.
São Bonifácio I, 418 d.C.
São Celestino I, 422 d.C.
São Sisto III, 432 d.C.
São Leão I, 440 d.C.
Santo Hilário, 461 d.C.
São Simplício, 468 d.C.
São Félix III, 483 d.C.
São Gelásio I, 492 d.C.
Anastácio II, 496 d.C.
São Símaco, 498 d.C.
São Hormisdas, 514 d.C.
São João I, 523 d.C.
São Félix IV, 526 d.C.
Bonifácio II, 530 d.C.
João II, 533 d.C.
Santo Agapito I, 535 d.C.
São Silvério, 536 d.C.
Vigílio, 537 d.C.
Pelágio I, 556 d.C.
João III, 561 d.C.
Bento I, 575 d.C.
Pelágio II, 579 d.C.
São Gregório I, 590 d.C.
Sabiniano, 604 d.C.
Bonifácio III, 607 d.C.
São Bonifácio IV, 608 d.C.
São Deusdedit (Adeodato I), 615 d.C.
Bonifácio V, 619 d.C.
Honório I, 625 d.C.
Severino, 638/640 d.C.
João IV, 640 d.C.
Teodoro I, 642 d.C.
São Martinho I, 649 d.C.
Santo Eugénio I, 654 d.C.
São Vitaliano, 657 d.C.
Adeodato II, 672 d.C.
Dono, 676 d.C.
Santo Agatão, 678 d.C.
São Leão II, 681/682 d.C.
São Bento II, 684 d.C.
João V, 685 d.C.
Conão, 686 d.C.
São Sérgio I, 687 d.C.
João VI, 701 d.C.
João VII, 705 d.C.
Sisínio, 708 d.C.
Constantino, 708 d.C.
São Gregório II, 715 d.C.
São Gregório III, 731 d.C.
São Zacarias, 741 d.C.
Estêvão II (III), 752 d.C.
São Paulo I, 757 d.C.
Estêvão III (IV), 768 d.C.
Adriano I, 772 d.C.
São Leão III, 795 d.C.
Estêvão IV (V), 816 d.C.
São Pascoal I, 817 d.C.
Eugénio II, 824 d.C.
Valentim, 827 d.C.
Gregório IV, 827/828 d.C.
Sérgio II, 844 d.C.
São Leão IV, 847 d.C.
Bento III, 855 d.C.
São Nicolau I, 858 d.C.
Adriano II, 867 d.C.
João VIII, 872 d.C.
Marinho I, 882 d.C.
Santo Adriano III, 884 d.C.
Estêvão V (VI), 885 d.C.
Formoso, 891 d.C.
Bonifácio VI, 896 d.C.
Estêvão VI (VII), 896 d.C.
Romano, 897 d.C.
Teodoro II, 897 d.C.
João IX, 897/898 d.C.
Bento IV, 900 d.C.
Leão V, 903 d.C.
Sérgio III, 904 d.C.
Anastácio III, 911 d.C.
Landão, 913 d.C.
João X, 914 d.C.
Leão VI, 928 d.C.
Estêvão VII (VIII), 929 d.C.
João XI, 931 d.C.
Leão VII, 936 d.C.
Estêvão VIII (IX), 939 d.C.
Marinho II, 942 d.C.
Agapito II, 946 d.C.
João XII, 955 d.C.
Leão VIII, 963 d.C.
Bento V, 964 d.C.
João XIII, 965 d.C.
Bento VI, 972/973 d.C.
Bento VII, 974 d.C.
João XIV, 983 d.C.
João XV, 985 d.C.
Gregório V, 996 d.C.
Silvestre II, 999 d.C.
João XVII, 1003 d.C.
João XVIII, 1003 d.C.
Sérgio IV, 1009 d.C.
Bento VIII, 1012 d.C.
João XIX, 1024 d.C.
Bento IX, 1032 d.C.
Silvestre III, 1045 d.C.
Bento IX (segunda vez), 1045 d.C.
Gregório VI, 1045 d.C.
Clemente II, 1046 d.C.
Bento IX (terceira vez), 1047 d.C.
Dâmaso II, 1048 d.C.
São Leão IX, 1049 d.C.
Vítor II, 1055 d.C.
Estêvão IX (X), 1057 d.C.
Nicolau II, 1058/1059 d.C.
Alexandre II, 1061 d.C.
São Gregório VII, 1073 d.C.
Beato Vítor III, 1086/1087 d.C.
Beato Urbano II, 1088 d.C.
Pascoal II, 1099 d.C.
Gelásio II, 1118 d.C.
Calisto II, 1119 d.C.
Honório II, 1124 d.C.
Inocêncio II, 1130 d.C.
Celestino II, 1143 d.C.
Lúcio II, 1144 d.C.
Beato Eugénio III, 1145 d.C.
Anastácio IV, 1153 d.C.
Adriano IV, 1154 d.C.
Alexandre III, 1159 d.C.
Lúcio III, 1181 d.C.
Urbano III, 1185 d.C.
Gregório VIII, 1187 d.C.
Clemente III, 1187 d.C.
Celestino III, 1191 d.C.
Inocêncio III, 1198 d.C.
Honório III, 1216 d.C.
Gregório IX, 1227 d.C.
Celestino IV, 1241 d.C.
Inocêncio IV, 1243 d.C.
Alexandre IV, 1254 d.C.
Urbano IV, 1261 d.C.
Clemente IV, 1265 d.C.
Beato Gregório X, 1271 d.C.
Beato Inocêncio V, 1276 d.C.
Adriano V, 1276 d.C.
João XXI, 1276 d.C.
Nicolau III, 1277 d.C.
Martinho IV, 1281 d.C.
Honório IV, 1285 d.C.
Nicolau IV, 1288 d.C.
São Celestino V, 1294 d.C.
Bonifácio VIII, 1294 d.C.
Beato Bento XI, 1303 d.C.
Clemente V, 1305 d.C.
João XXII, 1316 d.C.
Bento XII, 1334 d.C.
Clemente VI, 1342 d.C.
Inocêncio VI, 1352 d.C.
Beato Urbano V, 1362 d.C.
Gregório XI, 1370 d.C.
Urbano VI, 1378 d.C.
Bonifácio IX, 1389 d.C.
Inocêncio VII, 1404 d.C.
Gregório XII, 1406 d.C.
Martinho V, 1417 d.C.
Eugénio IV, 1431 d.C.
Nicolau V, 1447 d.C.
Calisto III, 1455 d.C.
Pio II, 1458 d.C.
Paulo II, 1464 d.C.
Sisto IV, 1471 d.C.
Inocêncio VIII, 1484 d.C.
Alexandre VI, 1492 d.C.
Pio III, 1503 d.C.
Júlio II, 1503 d.C.
Leão X, 1513 d.C.
Adriano VI, 1522 d.C.
Clemente VII, 1523 d.C.
Paulo III, 1534 d.C.
Júlio III, 1550 d.C.
Marcelo II, 1555 d.C.
Paulo IV (Gian Pietro Carafa), 1555 d.C.
Scipione Rebiba, 1541 d.C. (A tradição genealógica atribui a sua consagração episcopal a Gian Pietro Carafa, futuro Papa Paulo IV; contudo, não é conhecida documentação contemporânea que permita identificar com certeza o consagrante de Rebiba. Mas a validade sacramental da sua ordenação episcopal é historicamente e juridicamente inquestionável.)
A cadeia episcopal seguinte é conhecida documentalmente a partir de Scipione Rebiba.
Giulio Antonio Santorio, 1566 d.C.
Girolamo Bernerio, O.P., 1586 d.C.
Galeazzo Sanvitale, 1604 d.C.
Ludovico Ludovisi, 1621 d.C.
Luigi Caetani, 1622 d.C.
Ulderico Carpegna, 1630 d.C.
Paluzzo Paluzzi Altieri degli Albertoni, 1666 d.C.
Pietro Francesco Orsini de Gravina, futuro Papa Bento XIII, 1675 d.C.
Prospero Lorenzo Lambertini, futuro Papa Bento XIV, 1724 d.C.
Carlo della Torre Rezzonico, futuro Papa Clemente XIII, 1743 d.C.
Bernardino Giraud, 1767 d.C.
Alessandro Mattei, 1777 d.C.
Pietro Francesco Galleffi, 1819 d.C.
Giacomo Filippo Fransoni, 1822 d.C.
Carlo Sacconi, 1851 d.C.
Edward Henry Howard, 1872 d.C.
Mariano Rampolla del Tindaro, 1882 d.C.
Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, 1890 d.C.
Sebastião Leme da Silveira Cintra, 1911 d.C.
Linha Duarte Costa
- Dom Carlos Duarte Costa, 1924 d.C.
Carlos Duarte Costa foi sagrado Bispo de Botucatu em 8 de dezembro de 1924, na Catedral do Rio de Janeiro.
O consagrante principal foi Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra. Foram coconsagrantes Dom Alberto José Gonçalves, Bispo de Ribeirão Preto, e Dom Benedito Paulo Alves de Souza, Bispo do Espírito Santo.
- Bispo Salomão Barbosa Ferraz, 1945 d.C.
Salomão Ferraz recebeu a consagração episcopal em 15 de agosto de 1945, tendo Carlos Duarte Costa como consagrante principal.
Este passo possui especial relevância histórica porque Salomão Ferraz viria posteriormente a ser recebido na Igreja Católica Romana e nomeado Bispo Titular de Eleutherna sem que uma nova consagração episcopal tivesse sido registada para a sua receção.
- Bispo Manuel Ceia Laranjeira, 1951 d.C.
Manuel Ceia Laranjeira foi sagrado bispo em 29 de maio de 1951 por Salomão Barbosa Ferraz.
A transmissão Ferraz → Laranjeira encontra confirmação em diferentes registos e genealogias brasileiras.
- Bispo Benedito Pereira Lima, 1965 d.C.
Consagrado em 15 de agosto de 1965 por Manuel Ceia Laranjeira.
- Bispo José Marcolino Machado, 1966 d.C.
Consagrado em 1 de agosto de 1966 por Benedito Pereira Lima.
- Bispo Oscar Oswaldo Cairoli y Fernandez, 1967 d.C.
Consagrado em 2 de dezembro de 1967 por José Machado.
- Bispo Michael Staffiero, 1973 d.C.
Consagrado, (ou, segundo algumas fontes, novamente consagrado sub conditione), em 29 de abril de 1973 por Oscar Cairoli y Fernandez.
- Bispo Rainer Laufers, 1976 d.C.
Recebeu a sucessão de Michael Staffiero em novembro de 1976.
- Bispo Charles Richard McCarthy, 1977 d.C.
As genealogias da linha situam a sua consagração em 30 de abril de 1977, com participação de Rainer Laufers.
- Bispo Charles David Luther, 1977 d.C.
Sagrado em 25 de setembro de 1977.
Charles McCarthy participou como coconsagrante, sendo Francis Jerome Joachim indicado noutras genealogias como consagrante principal.
- Bispo Richard Ingram, 1984 d.C.
A sucessão publicada pela tradição da Comunhão Anglicana Independente apresenta a consagração de Richard Ingram por Charles David Luther em 1984.
Bispo Donald St. Peters, 1988 d.C.
Bispo Donald Wharton, 1989 d.C.
Arcebispo Peter A. Compton-Caputo, 1993 d.C.
Consagrado em 1993, tornando-se posteriormente figura de relevo na Anglican Independent Communion nas Américas.
- Arcebispo Norman Sydney Dutton, 1999 d.C.
Recebeu a sucessão episcopal de Peter A. Compton-Caputo em 1999.
- Bispo Barry Frank Peachey, 2005 d.C.
Barry Frank Peachey recebeu o episcopado em 2005, na sucessão de Norman Sydney Dutton.
- Arcebispo Rui Costa Barbosa, 2006 d.C.
Rui Costa Barbosa foi sagrado bispo por Peachey em 15 de janeiro de 2006, no CEMUR, em Taboão da Serra, Estado de São Paulo.
O sagrante principal foi Dom Barry Frank Peachey.
Linhagem Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal
- Dom José Barboza da Silva, sagrado bispo em 27 de janeiro de 2008, em Curitiba, por Dom Rui Costa Barbosa, tendo Dom Rogério Ribeiro Campos e Dom Ricardo Souza como co-sagrantes; posteriormente Bispo Auxiliar da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal.
Detalhes sobre a consagração de Dom José Barboza da Silva
A sagração de Dom José Barboza ocorreu no âmbito da Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB), inserida no movimento das jurisdições anglicanas continuantes surgidas para preservar a fé, a disciplina e a ordem sacramental tradicionais perante alterações consideradas incompatíveis com a tradição recebida, aplicando-se assim a mesma lógica de continuidade eclesial formulada no Congresso de St. Louis. Importa recordar que o Anglicanismo procede historicamente de uma hierarquia episcopal cuja canonicidade anterior à Reforma é indisputada; a separação de Roma tornou controversa a continuidade dessa autoridade, devendo distinguir-se essa questão da controvérsia específica sobre a validade das Ordens anglicanas. Significativamente, em 1922 o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla reconheceu as Ordens anglicanas como possuindo a mesma validade das Ordens romanas, vétero-católicas e arménias, reconhecendo assim a realidade do seu episcopado e a eficácia das ordenações realizadas dentro da sua própria estrutura eclesial, embora sem integrar a Comunhão Anglicana na ordem canónica ortodoxa. Em 2008, a IATB apresentava-se já como uma estrutura eclesial organizada, com autoridade episcopal, dioceses e relações intereclesiais próprias. Na sagração de Dom José participou ainda, como co-consagrador in absentia, Dom Barry Burrus, bispo da Catholic Anglican Church, jurisdição que deriva canonicamente da Anglican Catholic Church constituída a partir de St. Louis. Consideramos legítima essa continuidade porque a ACC nasceu de uma comunidade eclesial organizada que, perante uma situação considerada de grave necessidade, se colocou sob a jurisdição do Bispo Albert Chambers, o qual, nas consagrações de Denver de 1978, transmitiu o episcopado e devolveu essa jurisdição aos novos bispos, com participação e assentimento de outros hierarcas, fundamento exposto na história oficial da ACC e no estudo canónico de Sarah Wagner-Wassen. Assim, embora Dom Barry Burrus não tenha transmitido sacramentalmente a Ordem por estar ausente, o seu assentimento acrescenta uma garantia jurisdicional independente; por isso, segundo estes pressupostos, consideramos a sagração de Dom José Barboza não apenas sacramentalmente válida, mas também canonicamente válida.
Dom Carlos Fonseca, sagrado bispo a 24 de abril de 2023, na Capela das Almas em Lourosa, por Dom José Barboza da Silva; e posteriormente nomeado Arcebispo Primaz da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal por Dom Paulus Nunes, Patriarca da Igreja Vétero Católica Fidelitas e de Jerusalém no Brasil e no Exterior.
Dom Armando Vilela, sagrado bispo a 12 de agosto de 2023 d.C., na Capela das Almas em Lourosa, por Dom Carlos Fonseca e tendo Dom José Barboza da Silva como coconsagrador, sendo posteriormente nomeado Bispo Auxiliar e Chanceler da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal
Linhagem Síriaca de Antioquia / Vilatte
Linhagem Síriaca de Antioquia / Vilatte
São Pedro, o Apóstolo (Antioquia), 37 d.C.
Santo Evódio de Antioquia, 67 d.C.
Santo Inácio I Nurono (o Iluminador), 68 d.C.
Santo Herão de Antioquia, 107 d.C.
(...) Sucessão histórica de Antióquia até Mar Ignatius Peter III/IV (5-115)
São Cornélio de Antioquia, 127 d.C.
Santo Eros (Heros) de Antioquia, 154 d.C.
São Teófilo de Antioquia, 169 d.C.
São Máximo I de Antioquia, 182 d.C.
São Serapião de Antioquia, 191 d.C.
Santo Asclepíades, o Confessor, 211 d.C.
Filito, 220 d.C.
Zebino, 231 d.C.
São Bábilas, o Mártir, 237 d.C.
Fábio, 251 d.C.
São Demetriano, 254 d.C.
Paulo I de Samósata, 260 d.C.
Domno I, 268 d.C.
Timeu, 273 d.C.
Cirilo I, 283 d.C.
Tirano, 304 d.C.
Vital, 314 d.C.
São Filógono, 320 d.C.
Paulino de Tiro, 323 d.C.
Santo Eustácio de Antioquia, 324 d.C.
São Melécio de Antioquia, 360 d.C.
São Flaviano I de Antioquia, 381 d.C.
Porfírio, 404 d.C.
Alexandre, 412 d.C.
Teódoto, 417 d.C.
João I, 428 d.C.
Domno II, 442 d.C.
Máximo II, 449 d.C.
Pedro II Qassar, 468 d.C.
Paládio, 488 d.C.
Flaviano II, 498 d.C.
São Severo, o Grande, 512 d.C.
Sérgio de Tella, 544 d.C.
Paulo II, o Negro, de Alexandria, 550 d.C.
Pedro III de Raqqa, 581 d.C.
Juliano I, 591 d.C.
Atanásio I Gammolo, 595 d.C.
São João II de Sedre, 631 d.C.
Teodoro, 649 d.C.
Severo II bar Masqeh, 667 d.C.
Atanásio II Baldoyo, 683 d.C.
Juliano II, 686 d.C.
Elias I, 709 d.C.
Atanásio III, 724 d.C.
Iwannis I, 740 d.C.
Jorge I, 758 d.C.
José, 790 d.C.
Ciríaco, 793 d.C.
Dionísio I de Tell-Mahre, 817 d.C.
João III, 846 d.C.
Inácio II, 878 d.C.
Teodósio Romanos de Takrit, 887 d.C.
Dionísio II, 897 d.C.
João IV Qurzahli, 910 d.C.
Basílio I, 923 d.C.
João V, 936 d.C.
Iwannis II, 954 d.C.
Dionísio III, 958 d.C.
Abraão I, 962 d.C.
João VI Srighta, 965 d.C.
Atanásio IV de Salah, 986 d.C.
João VII bar Abdun, 1004 d.C.
Dionísio IV Yahya, 1034 d.C.
João VIII, 1049 d.C.
Atanásio V, 1058 d.C.
João IX bar Shushan, 1063 d.C.
Basílio II, 1074 d.C.
Dionísio V Lazaros, 1077 d.C.
Iwannis III, 1080 d.C.
Dionísio VI, 1088 d.C.
Atanásio VI bar Khamoro, 1091 d.C.
João X bar Mawdyono, 1129 d.C.
Atanásio VII bar Qutreh, 1138 d.C.
Miguel I Rabo, o Grande, 1166 d.C.
Atanásio VIII, 1200 d.C.
João XI Yeshu, o Escritor, 1208 d.C.
Inácio III David, 1222 d.C.
João XII bar Ma'dani, 1252 d.C.
Inácio IV Yeshu, 1264 d.C.
Filoxeno I Nemrud, 1283 d.C.
Miguel II, 1292 d.C.
Miguel III Yeshu, 1312 d.C.
Basílio III Gabriel, 1349 d.C.
Filoxeno II, o Escritor, 1387 d.C.
Basílio IV Shem'un de Beth Man'em, 1421 d.C.
Inácio Behnam al-Hadli, 1445 d.C.
Inácio Khalaf, 1455 d.C.
Inácio João XIII (Mardin), 1483 d.C.
Inácio Nuh do Líbano (Ba Qufi), 1493 d.C.
Inácio Yeshu I (Qilleth), 1509 d.C.
Inácio Jacó I (Sawro), 1512 d.C.
Inácio David I (Ma'dan), 1517 d.C.
Inácio Abdullah I Stephan (Qal'at Mara), 1520 d.C.
Inácio Ni'met Allah I (Mardin), 1557 d.C.
Inácio David II Shah (Mardin), 1576 d.C.
Inácio Pilatos I (Mansuriyeh), 1591 d.C.
Inácio Hadayat Allah (Mardin), 1597 d.C.
Inácio Shem'un I (Tur Abdin), 1640 d.C.
Inácio Yeshu II Qamsheh (Amid–Diyar Bakir), 1659 d.C.
Inácio Abdul Masih I (Urhoy–Edessa), 1662 d.C.
Inácio Jorge II (Mosul), 1687 d.C.
Inácio Isaac Azar (Mosul), 1709 d.C.
Inácio Shukr Allah (Mardin), 1722 d.C.
Inácio Jorge III (Urhoy–Edessa), 1745 d.C.
Inácio Jorge IV (Mosul), 1768 d.C.
Inácio Mateus (Mardin), 1782 d.C.
Inácio Yunan (Jonas) de Mosul, 1817 d.C.
Inácio Jorge V (Alepo), 1819 d.C.
Inácio Elias II (Mosul), 1838 d.C.
Inácio Jacó II (Qal'at Mara), 1847 d.C.
Mar Ignatius Peter III/IV, 1872 d.C.
Nota de nomenclatura: Nos documentos contemporâneos e em parte da historiografia aparece como Peter III; a numeração siríaca ortodoxa moderna, que inclui São Pedro e revê a contagem dos patriarcas homónimos, identifica-o como Peter IV (1872–1894).
Kadavil Mar Athanasios, 1876 d.C.
Alvares Mar Julius, 1889 d.C.
Arcebispo Joseph-René Vilatte (Mar Timotheus), 1892 d.C.
Nota documental: A consagração de Joseph-René Vilatte em Colombo, em 29 de maio de 1892, por Mar Julius Alvares com participação de outros bispos siríacos, é historicamente atestada.
Arcebispo George Alexander McGuire, 1921 d.C.
Bispo William Frederick Tyarks, 1928 d.C.
Arcebispo James Francis Augustine Lashley, 1932 d.C.
Dom Wanderley Gonçalves de Almeida, 1976 d.C.
Dom Rafael Linuesa Perez, 1977 d.C.
Consagrado por Dom Hélio Del Bivar em 1977, sendo co-consagrantes, Dom Wanderley Gonçalves de Almeida. Posteriormente Arcebispo da Igreja Vétero-Católica do Brasil.
Dom José Carlos Teodoro, 1987 d.C.
Dom Paulo Pereira, 1997 d.C. Sucessor episcopal da tradição vétero-católica brasileira e posteriormente Arcebispo Primaz dos Vétero-Católicos do Brasil.
Dom Paulo Pereira encontra-se independentemente documentado, no final da década de 1990 e início da década de 2000, exercendo publicamente funções episcopais e realizando consagrações de outros Bispos no Brasil.
Dom Aparecido Pereira, 2003 d.C.
Dom Rogério Ribeiro Campos, 2005 d.C.
Sagrado por Arcebispo Michael (J. Paul A. Boucher) da Igreja Católica Carismática no 26 de junho de 2005, tendo Dom José Carlos Teodoro e Dom Aparecido Pereira como coconsagrantes.
Detalhes sobre consagração de Dom Rogério Ribeiro Campos
Posteriormente nomeado Bispo Ordinário da Província Anglicana Tradicional do Brasil, Diocese do Centro-Oeste, em 15 de outubro de 2007. Mais tarde eleito e nomeado como Bispo-Presidente da Comunhão Anglicana Independente Mundial para o periodo 2 de Junho de 2008 até 6 de Dezembro de 2009, e foi também recebido e nomeado Bispo-prelado pela Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB) e Comunhão Anglicana Independente (The Anglican Independent Communion Worldwide – AICW) em 07 de Dezembro de 2009.
A Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB) entende-se como jurisdição canónica inserida no movimento anglicano continuante e na lógica de St. Louis, que não reivindica a criação de uma nova jurisdição por estado de necessidade, mas a continuidade e reorganização da jurisdição eclesial preexistente quando as anteriores estruturas de governo são consideradas incapazes de conservar a fé e a ordem apostólicas. A continuidade jurisdicional reivindicada por esta tradição é explicada mais detalhadamente na nossa análise sobre o movimento de St. Louis e a restauração da jurisdição ordinária. Nesse enquadramento, a receção de Dom Rogério Ribeiro Campos como Bispo-Prelado constitui o reconhecimento institucional da validade do seu episcopado e da regularidade canónica do seu exercício nessa jurisdição.
Importa recordar que o Anglicanismo procede historicamente de uma hierarquia episcopal cuja canonicidade anterior à Reforma é indisputada; a separação de Roma tornou controversa a continuidade dessa autoridade, devendo distinguir-se essa questão da controvérsia específica sobre a validade das Ordens anglicanas. Significativamente, em 1922 o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla reconheceu as Ordens anglicanas como possuindo a mesma validade das Ordens romanas, vétero-católicas e arménias, reconhecendo assim a realidade do seu episcopado e a eficácia das ordenações realizadas dentro da sua própria estrutura eclesial, embora sem integrar a Comunhão Anglicana na ordem canónica ortodoxa. Em 2008, a IATB apresentava-se já como uma estrutura eclesial organizada, com autoridade episcopal, dioceses e relações intereclesiais próprias.
Linhagem Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal
- Dom José Barboza da Silva, sagrado bispo em 27 de janeiro de 2008, em Curitiba, por Dom Rui Costa Barbosa, tendo Dom Rogério Ribeiro Campos e Dom Ricardo Souza como co-sagrantes; posteriormente Bispo Auxiliar da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal.
Detalhes sobre a consagração de Dom José Barboza da Silva
A sagração de Dom José Barboza ocorreu no âmbito da Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB), inserida no movimento das jurisdições anglicanas continuantes surgidas para preservar a fé, a disciplina e a ordem sacramental tradicionais perante alterações consideradas incompatíveis com a tradição recebida, aplicando-se assim a mesma lógica de continuidade eclesial formulada no Congresso de St. Louis. Importa recordar que o Anglicanismo procede historicamente de uma hierarquia episcopal cuja canonicidade anterior à Reforma é indisputada; a separação de Roma tornou controversa a continuidade dessa autoridade, devendo distinguir-se essa questão da controvérsia específica sobre a validade das Ordens anglicanas. Significativamente, em 1922 o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla reconheceu as Ordens anglicanas como possuindo a mesma validade das Ordens romanas, vétero-católicas e arménias, reconhecendo assim a realidade do seu episcopado e a eficácia das ordenações realizadas dentro da sua própria estrutura eclesial, embora sem integrar a Comunhão Anglicana na ordem canónica ortodoxa. Em 2008, a IATB apresentava-se já como uma estrutura eclesial organizada, com autoridade episcopal, dioceses e relações intereclesiais próprias. Na sagração de Dom José participou ainda, como co-consagrador in absentia, Dom Barry Burrus, bispo da Catholic Anglican Church, jurisdição que deriva canonicamente da Anglican Catholic Church constituída a partir de St. Louis. Consideramos legítima essa continuidade porque a ACC nasceu de uma comunidade eclesial organizada que, perante uma situação considerada de grave necessidade, se colocou sob a jurisdição do Bispo Albert Chambers, o qual, nas consagrações de Denver de 1978, transmitiu o episcopado e devolveu essa jurisdição aos novos bispos, com participação e assentimento de outros hierarcas, fundamento exposto na história oficial da ACC e no estudo canónico de Sarah Wagner-Wassen. Assim, embora Dom Barry Burrus não tenha transmitido sacramentalmente a Ordem por estar ausente, o seu assentimento acrescenta uma garantia jurisdicional independente; por isso, segundo estes pressupostos, consideramos a sagração de Dom José Barboza não apenas sacramentalmente válida, mas também canonicamente válida.
Dom Carlos Fonseca, sagrado bispo a 24 de abril de 2023, na Capela das Almas em Lourosa, por Dom José Barboza da Silva; e posteriormente nomeado Arcebispo Primaz da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal por Dom Paulus Nunes, Patriarca da Igreja Vétero Católica Fidelitas e de Jerusalém no Brasil e no Exterior.
Dom Armando Vilela, sagrado bispo a 12 de agosto de 2023 d.C., na Capela das Almas em Lourosa, por Dom Carlos Fonseca e tendo Dom José Barboza da Silva como coconsagrador, sendo posteriormente nomeado Bispo Auxiliar e Chanceler da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal
Linhagem Vétero-Romana / Mathew
Linhagem Vétero-Romana / Mathew
- São Pedro, o Apóstolo (Roma), c. 42 d.C.
- São Lino, 68 d.C.
- Santo Anacleto (Cleto), 80 d.C.
- São Clemente, 92 d.C.
(...) Sucessão histórica de Roma até Rebiba (5-224)
Santo Evaristo, 96 ou 99 d.C.
Santo Alexandre I, 108 ou 109 d.C.
São Sisto I, 117 ou 119 d.C.
São Telésforo, 127 ou 128 d.C.
Santo Higino, 138 d.C.
São Pio I, 142 ou 146 d.C.
Santo Aniceto, 150 ou 157 d.C.
São Sotero, 162 ou 168 d.C.
Santo Eleutério, 171 ou 177 d.C.
São Vítor I, 186 ou 189 d.C.
São Zeferino, 198 d.C.
São Calisto I, 218 d.C.
Santo Urbano I, 222 d.C.
São Ponciano, 230 d.C.
Santo Antero, 235 d.C.
São Fabiano, 236 d.C.
São Cornélio, 251 d.C.
São Lúcio I, 253 d.C.
Santo Estêvão I, 254 d.C.
São Sisto II, 257 d.C.
São Dionísio, 259 d.C.
São Félix I, 269 d.C.
Santo Eutiquiano, 275 d.C.
São Caio, 283 d.C.
São Marcelino, 296 d.C.
São Marcelo I, 306 d.C.
Santo Eusébio, 309 d.C.
São Melquíades (Milcíades), 311 d.C.
São Silvestre I, 314 d.C.
São Marcos, 336 d.C.
São Júlio I, 337 d.C.
Libério, 352 d.C.
São Dâmaso I, 366 d.C.
São Sirício, 384 d.C.
Santo Anastácio I, 399 d.C.
Santo Inocêncio I, 401 d.C.
São Zósimo, 417 d.C.
São Bonifácio I, 418 d.C.
São Celestino I, 422 d.C.
São Sisto III, 432 d.C.
São Leão I, 440 d.C.
Santo Hilário, 461 d.C.
São Simplício, 468 d.C.
São Félix III, 483 d.C.
São Gelásio I, 492 d.C.
Anastácio II, 496 d.C.
São Símaco, 498 d.C.
São Hormisdas, 514 d.C.
São João I, 523 d.C.
São Félix IV, 526 d.C.
Bonifácio II, 530 d.C.
João II, 533 d.C.
Santo Agapito I, 535 d.C.
São Silvério, 536 d.C.
Vigílio, 537 d.C.
Pelágio I, 556 d.C.
João III, 561 d.C.
Bento I, 575 d.C.
Pelágio II, 579 d.C.
São Gregório I, 590 d.C.
Sabiniano, 604 d.C.
Bonifácio III, 607 d.C.
São Bonifácio IV, 608 d.C.
São Deusdedit (Adeodato I), 615 d.C.
Bonifácio V, 619 d.C.
Honório I, 625 d.C.
Severino, 638/640 d.C.
João IV, 640 d.C.
Teodoro I, 642 d.C.
São Martinho I, 649 d.C.
Santo Eugénio I, 654 d.C.
São Vitaliano, 657 d.C.
Adeodato II, 672 d.C.
Dono, 676 d.C.
Santo Agatão, 678 d.C.
São Leão II, 681/682 d.C.
São Bento II, 684 d.C.
João V, 685 d.C.
Conão, 686 d.C.
São Sérgio I, 687 d.C.
João VI, 701 d.C.
João VII, 705 d.C.
Sisínio, 708 d.C.
Constantino, 708 d.C.
São Gregório II, 715 d.C.
São Gregório III, 731 d.C.
São Zacarias, 741 d.C.
Estêvão II (III), 752 d.C.
São Paulo I, 757 d.C.
Estêvão III (IV), 768 d.C.
Adriano I, 772 d.C.
São Leão III, 795 d.C.
Estêvão IV (V), 816 d.C.
São Pascoal I, 817 d.C.
Eugénio II, 824 d.C.
Valentim, 827 d.C.
Gregório IV, 827/828 d.C.
Sérgio II, 844 d.C.
São Leão IV, 847 d.C.
Bento III, 855 d.C.
São Nicolau I, 858 d.C.
Adriano II, 867 d.C.
João VIII, 872 d.C.
Marinho I, 882 d.C.
Santo Adriano III, 884 d.C.
Estêvão V (VI), 885 d.C.
Formoso, 891 d.C.
Bonifácio VI, 896 d.C.
Estêvão VI (VII), 896 d.C.
Romano, 897 d.C.
Teodoro II, 897 d.C.
João IX, 897/898 d.C.
Bento IV, 900 d.C.
Leão V, 903 d.C.
Sérgio III, 904 d.C.
Anastácio III, 911 d.C.
Landão, 913 d.C.
João X, 914 d.C.
Leão VI, 928 d.C.
Estêvão VII (VIII), 929 d.C.
João XI, 931 d.C.
Leão VII, 936 d.C.
Estêvão VIII (IX), 939 d.C.
Marinho II, 942 d.C.
Agapito II, 946 d.C.
João XII, 955 d.C.
Leão VIII, 963 d.C.
Bento V, 964 d.C.
João XIII, 965 d.C.
Bento VI, 972/973 d.C.
Bento VII, 974 d.C.
João XIV, 983 d.C.
João XV, 985 d.C.
Gregório V, 996 d.C.
Silvestre II, 999 d.C.
João XVII, 1003 d.C.
João XVIII, 1003 d.C.
Sérgio IV, 1009 d.C.
Bento VIII, 1012 d.C.
João XIX, 1024 d.C.
Bento IX, 1032 d.C.
Silvestre III, 1045 d.C.
Bento IX (segunda vez), 1045 d.C.
Gregório VI, 1045 d.C.
Clemente II, 1046 d.C.
Bento IX (terceira vez), 1047 d.C.
Dâmaso II, 1048 d.C.
São Leão IX, 1049 d.C.
Vítor II, 1055 d.C.
Estêvão IX (X), 1057 d.C.
Nicolau II, 1058/1059 d.C.
Alexandre II, 1061 d.C.
São Gregório VII, 1073 d.C.
Beato Vítor III, 1086/1087 d.C.
Beato Urbano II, 1088 d.C.
Pascoal II, 1099 d.C.
Gelásio II, 1118 d.C.
Calisto II, 1119 d.C.
Honório II, 1124 d.C.
Inocêncio II, 1130 d.C.
Celestino II, 1143 d.C.
Lúcio II, 1144 d.C.
Beato Eugénio III, 1145 d.C.
Anastácio IV, 1153 d.C.
Adriano IV, 1154 d.C.
Alexandre III, 1159 d.C.
Lúcio III, 1181 d.C.
Urbano III, 1185 d.C.
Gregório VIII, 1187 d.C.
Clemente III, 1187 d.C.
Celestino III, 1191 d.C.
Inocêncio III, 1198 d.C.
Honório III, 1216 d.C.
Gregório IX, 1227 d.C.
Celestino IV, 1241 d.C.
Inocêncio IV, 1243 d.C.
Alexandre IV, 1254 d.C.
Urbano IV, 1261 d.C.
Clemente IV, 1265 d.C.
Beato Gregório X, 1271 d.C.
Beato Inocêncio V, 1276 d.C.
Adriano V, 1276 d.C.
João XXI, 1276 d.C.
Nicolau III, 1277 d.C.
Martinho IV, 1281 d.C.
Honório IV, 1285 d.C.
Nicolau IV, 1288 d.C.
São Celestino V, 1294 d.C.
Bonifácio VIII, 1294 d.C.
Beato Bento XI, 1303 d.C.
Clemente V, 1305 d.C.
João XXII, 1316 d.C.
Bento XII, 1334 d.C.
Clemente VI, 1342 d.C.
Inocêncio VI, 1352 d.C.
Beato Urbano V, 1362 d.C.
Gregório XI, 1370 d.C.
Urbano VI, 1378 d.C.
Bonifácio IX, 1389 d.C.
Inocêncio VII, 1404 d.C.
Gregório XII, 1406 d.C.
Martinho V, 1417 d.C.
Eugénio IV, 1431 d.C.
Nicolau V, 1447 d.C.
Calisto III, 1455 d.C.
Pio II, 1458 d.C.
Paulo II, 1464 d.C.
Sisto IV, 1471 d.C.
Inocêncio VIII, 1484 d.C.
Alexandre VI, 1492 d.C.
Pio III, 1503 d.C.
Júlio II, 1503 d.C.
Leão X, 1513 d.C.
Adriano VI, 1522 d.C.
Clemente VII, 1523 d.C.
Paulo III, 1534 d.C.
Júlio III, 1550 d.C.
Marcelo II, 1555 d.C.
Paulo IV (Gian Pietro Carafa), 1555 d.C.
Scipione Rebiba, 1541 d.C. (A tradição genealógica atribui a sua consagração episcopal a Gian Pietro Carafa, futuro Papa Paulo IV; contudo, não é conhecida documentação contemporânea que permita identificar com certeza o consagrante de Rebiba. Mas a validade sacramental da sua ordenação episcopal é historicamente e juridicamente inquestionável.)
A cadeia episcopal seguinte é conhecida documentalmente a partir de Scipione Rebiba.
Giulio Antonio Santorio, 1566 d.C.
Girolamo Bernerio, O.P., 1586 d.C.
Galeazzo Sanvitale, 1604 d.C.
Ludovico Ludovisi, 1621 d.C.
Luigi Caetani, 1622 d.C.
Giovanni-Battista Scanaroli, 1630 d.C.
Cardinal Antonio Barberini, 1655 d.C.
Charles le Tellier, 1668 d.C.
Jaques-Benigne Boussuet, 1670 d.C.
Jaques Goyon de Matignon, 1673 d.C.
Linha Vétero-Católica (Utrecht)
- Dominique Marie Varlet, 1719 d.C.
- Peter Meindaerts, 1739 d.C.
- Johannes van Stiphout, 1745 d.C.
- Gualterus Michael van Nieuwenhuizen, 1768 d.C.
- Adrianus Johannes Broekman, 1778 d.C.
- Johannes Jacobus van Rhijn, 1797 d.C.
- Gilbertus Cornelius de Jong, 1805 d.C.
- Willibrordus van Os, 1814 d.C.
- Johannes Bon, 1819 d.C.
- Johannes van Santen, 1825 d.C.
- Hermanus Heykamp, 1853 d.C.
- Gaspardus Johannes Rinkel, 1873 d.C.
- Gerardus Gul, 1892 d.C.
Linhagem Vétero-Romana e Católica Liberal
- Bispo Arnold Harris Mathew, 1908 d.C.
Consagrado em 28 de abril de 1908 pelo Arcebispo Gerardus Gul de Utrecht, assistido pelos bispos J. J. van Thiel, de Haarlem; N. B. P. Spit, de Deventer; e J. Demmel, de Bonn, Alemanha. Tornou-se o primeiro Bispo Vétero-Católico da Grã-Bretanha. Viria a formar posteriormente a tradição Vétero-Romana.
Bispo Frederick Samuel Willoughby, 1914 d.C.
Bispo James Ingall Wedgwood, 1916 d.C.
Bispo Irving S. Cooper, 1919 d.C.
Bispo Charles Hampton, 1931 d.C.
Bispo Herman A. Spruit, 1957 d.C.
Bispo Roberto de la Caridad Toca y Medina, 1982 d.C.
Bispo Jorge Enrique Rodríguez-Villa, 1986 d.C.
Bispo Edmundo Pellizari Filho, 1996 d.C.
Bispo Lúcio Evandro Paneque de Oliveira, 1997 d.C.
Dom Paulo Pereira, 1998 d.C.
Sucessor episcopal da tradição vétero-católica brasileira e posteriormente Arcebispo Primaz dos Vétero-Católicos do Brasil. Foi sagrado sub conditione em 1998 por Bispo Lúcio Evandro Paneque de Oliveira.
Dom Aparecido Pereira, 2003 d.C.
Dom Rogério Ribeiro Campos, 2005 d.C.
Sagrado por Arcebispo Michael (J. Paul A. Boucher) da Igreja Católica Carismática no 26 de junho de 2005, tendo Dom José Carlos Teodoro e Dom Aparecido Pereira como coconsagrantes.
Detalhes sobre consagração de Dom Rogério Ribeiro Campos
Posteriormente, Dom Rogério Ribeiro Campos foi eleito e nomeado como Bispo-Presidente da Comunhão Anglicana Independente Mundial para o periodo 2 de Junho de 2008 até 6 de Dezembro de 2009, e foi também recebido e nomeado Bispo-prelado pela Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB) e Comunhão Anglicana Independente (The Anglican Independent Communion Worldwide – AICW) em 07 de Dezembro de 2009.
A Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB) entende-se como jurisdição canónica inserida no movimento anglicano continuante e na lógica de St. Louis, que não reivindica a criação de uma nova jurisdição por estado de necessidade, mas a continuidade e reorganização da jurisdição eclesial preexistente quando as anteriores estruturas de governo são consideradas incapazes de conservar a fé e a ordem apostólicas. A continuidade jurisdicional reivindicada por esta tradição é explicada mais detalhadamente na nossa análise sobre o movimento de St. Louis e a restauração da jurisdição ordinária. Nesse enquadramento, a receção de Dom Rogério Ribeiro Campos como Bispo-Prelado constitui o reconhecimento institucional da validade do seu episcopado e da regularidade canónica do seu exercício nessa jurisdição.
Importa recordar que o Anglicanismo procede historicamente de uma hierarquia episcopal cuja canonicidade anterior à Reforma é indisputada; a separação de Roma tornou controversa a continuidade dessa autoridade, devendo distinguir-se essa questão da controvérsia específica sobre a validade das Ordens anglicanas. Significativamente, em 1922 o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla reconheceu as Ordens anglicanas como possuindo a mesma validade das Ordens romanas, vétero-católicas e arménias, reconhecendo assim a realidade do seu episcopado e a eficácia das ordenações realizadas dentro da sua própria estrutura eclesial, embora sem integrar a Comunhão Anglicana na ordem canónica ortodoxa. Em 2008, a IATB apresentava-se já como uma estrutura eclesial organizada, com autoridade episcopal, dioceses e relações intereclesiais próprias.
Linhagem Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal
- Dom José Barboza da Silva, sagrado bispo em 27 de janeiro de 2008, em Curitiba, por Dom Rui Costa Barbosa, tendo Dom Rogério Ribeiro Campos e Dom Ricardo Souza como co-sagrantes; posteriormente Bispo Auxiliar da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal.
Detalhes sobre a consagração de Dom José Barboza da Silva
A sagração de Dom José Barboza ocorreu no âmbito da Igreja Anglicana Tradicional do Brasil (IATB), inserida no movimento das jurisdições anglicanas continuantes surgidas para preservar a fé, a disciplina e a ordem sacramental tradicionais perante alterações consideradas incompatíveis com a tradição recebida, aplicando-se assim a mesma lógica de continuidade eclesial formulada no Congresso de St. Louis. Importa recordar que o Anglicanismo procede historicamente de uma hierarquia episcopal cuja canonicidade anterior à Reforma é indisputada; a separação de Roma tornou controversa a continuidade dessa autoridade, devendo distinguir-se essa questão da controvérsia específica sobre a validade das Ordens anglicanas. Significativamente, em 1922 o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla reconheceu as Ordens anglicanas como possuindo a mesma validade das Ordens romanas, vétero-católicas e arménias, reconhecendo assim a realidade do seu episcopado e a eficácia das ordenações realizadas dentro da sua própria estrutura eclesial, embora sem integrar a Comunhão Anglicana na ordem canónica ortodoxa. Em 2008, a IATB apresentava-se já como uma estrutura eclesial organizada, com autoridade episcopal, dioceses e relações intereclesiais próprias. Na sagração de Dom José participou ainda, como co-consagrador in absentia, Dom Barry Burrus, bispo da Catholic Anglican Church, jurisdição que deriva canonicamente da Anglican Catholic Church constituída a partir de St. Louis. Consideramos legítima essa continuidade porque a ACC nasceu de uma comunidade eclesial organizada que, perante uma situação considerada de grave necessidade, se colocou sob a jurisdição do Bispo Albert Chambers, o qual, nas consagrações de Denver de 1978, transmitiu o episcopado e devolveu essa jurisdição aos novos bispos, com participação e assentimento de outros hierarcas, fundamento exposto na história oficial da ACC e no estudo canónico de Sarah Wagner-Wassen. Assim, embora Dom Barry Burrus não tenha transmitido sacramentalmente a Ordem por estar ausente, o seu assentimento acrescenta uma garantia jurisdicional independente; por isso, segundo estes pressupostos, consideramos a sagração de Dom José Barboza não apenas sacramentalmente válida, mas também canonicamente válida.
Dom Carlos Fonseca, sagrado bispo a 24 de abril de 2023, na Capela das Almas em Lourosa, por Dom José Barboza da Silva; e posteriormente nomeado Arcebispo Primaz da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal por Dom Paulus Nunes, Patriarca da Igreja Vétero Católica Fidelitas e de Jerusalém no Brasil e no Exterior.
Dom Armando Vilela, sagrado bispo a 12 de agosto de 2023 d.C., na Capela das Almas em Lourosa, por Dom Carlos Fonseca e tendo Dom José Barboza da Silva como coconsagrador, sendo posteriormente nomeado Bispo Auxiliar e Chanceler da Igreja Vétero-Católica de Jerusalém em Portugal